CORPO URBANO

Em sua nova coleção, Penha Maia usa o urbano para reconstruir o humano. O bruto se suaviza nas rendas, o cinza explode em cores adjacentes, o balé da Bauhaus dança em São Paulo, a alfaiataria remonta o MASP — obra-chave de Lina Bo Bardi.

Neste pas-de-deux de linha e traço, a natureza rompe a náusea tal qual a flor de Drummond. É o contraponto que fecha a costura e cria contraste. Uma coleção de modelagem arquitetônica de uma estilista acostumada a arquitetar o impossível a partir da trivialidade do vestir.

fonte: Bruna Benini – Write Agency

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